Psicoterapia fenomenológico-existencial para adultos e pessoas na maturidade.
ue bom receber vocês aqui. Me apresento brevemente: meu nome é Martha Ethel Steytler, sou psicóloga desde 2001 e atuo como docente universitária há 11 anos. Me especializei em psicologia hospitalar pelo instituto central do hospital das clínicas (FMUSP); tenho formação em psicologia clínica fenomenológico-existencial (IFEN) e especialização na mesma abordagem (NUCAFE). Sou Mestre e Doutora (FFCLRP-USP).
Inspirada na filosofia existencial e no rigor do método fenomenológico, trabalho através da psicologia fenomenológico-existencial. A concepção da minha marca, Travessias da Maturidade, faz referência a atendimentos destinados às pessoas adultas que geralmente envolvem: dúvidas sobre escolhas que trarão impactos consideráveis na vida; processos de luto; rupturas; dificuldades em relacionamentos afetivos; adoecimento; esgotamento de sentidos em contextos diversos; carreira e profissionais da psicologia (supervisão clínica para psicólogos e estudantes de psicologia); e pessoas que estão em sofrimento.
No contexto da vida moderna, quando o tempo deixa de ser promessa e se apresenta como limite, quando as identidades construídas já não sustentam quem somos, quando o vivido pede elaboração, a existência convoca à Travessia.
Aqui, a psicoterapia está alicerçada como escuta e cuidado das travessias existenciais. Não busca consertar, acelerar ou normalizar. Ela sustenta o tempo necessário para que a existência possa ser compreendida e assumida com responsabilidade, pois, nem toda dor é patológica. Algumas são chamadas à autenticidade e colaboram para os ajustes da rota da vida.
O intuito não é trabalhar para silenciar o sofrimento, mas para compreendê-lo em sua densidade e sentido, transformando-o. A clínica que sustento não busca adaptação a qualquer custo, aceleração ou respostas prontas. Ela se constitui como um espaço de permanência junto à experiência, onde a pessoa possa aproximar-se de si, do seu tempo e de suas possibilidades, sem reduções técnicas ou promessas de normalização. Escuto o sofrimento como um modo legítimo de revelação da existência, especialmente nos momentos da vida madura, em que as escolhas ganham peso e a finitude se torna mais próxima, ou concreta.
A supervisão é um espaço de reflexão sobre a prática clínica, voltado ao amadurecimento do olhar, da escuta e da posição ética do psicólogo. Mais do que discutir procedimentos ou intervenções, a supervisão propicia um retorno ao encontro clínico, às afetações envolvidas e aos modos de presença do profissional diante do sofrimento do outro. Trata-se de um espaço formativo, no qual o psicólogo pode sustentar dúvidas, limites e impasses, aprofundando a compreensão do trabalho clínico como acontecimento relacional e existencial.
Os grupos de estudo são espaços de formação teórica e clínica, dedicados à leitura, reflexão e discussão de textos fundamentais da psicologia fenomenológico-existencial. O estudo não é entendido como acúmulo de conteúdos, mas como exercício de pensamento e de transformação do olhar clínico. A proposta é favorecer uma aproximação cuidadosa e rigorosa dos fundamentos teóricos, articulando-os à experiência clínica e à própria trajetória existencial dos participantes.
Pela minha formação, percurso e pessoa. Trabalho a partir da articulação viva entre a filosofia existencial, clínica e experiência, com uma escuta atenta, cuidadosa e respeitosa da singularidade de cada paciente que me confia cuidado. Não há aplicação de técnicas padronizadas ou intervenções previamente definidas. Cada processo psicoterapêutico se constrói a partir do encontro clínico, do vivido e do tempo próprio de cada um, evitando reduções diagnósticas e soluções apressadas.
A clínica é sustentada pelo método fenomenológico: uma base conceitual consistente que a partir da redução fenomenológica, orienta a compreensão e o posicionamento ético. O processo favorece que o paciente reconheça suas possibilidades, limites e implicações, para conquistar uma relação mais autoral com a própria vida.
Assim, a postura é ética, não mercadológica: um compromisso com o cuidado e com o tempo do processo, recusando promessas de resultados rápidos (embora seja possível) ou fórmulas de bem-estar e discursos de autoaperfeiçoamento que simplificam o sofrimento humano.
Aqui, o cuidado se dá como presença, pois as dores fazem parte da vida e pedem elaboração, sentido e responsabilidade diante da própria existência. A psicoterapia abre lugar para uma vida mais autêntica e serena.