Psicoterapia fenomenológico-existencial para adultos e pessoas na maturidade.
uando o tempo deixa de ser promessa e se apresenta como limite, quando as identidades já não sustentam quem somos e o vivido pede elaboração, a existência convoca à travessia.
A prática clínica de Martha Ethel Steytler sustenta a psicoterapia como espaço de escuta e cuidado das travessias existenciais. Um trabalho que não busca consertar, acelerar ou normalizar a experiência humana, mas sustentar o tempo necessário para que a existência possa ser escutada, compreendida e assumida com responsabilidade.
Nem toda dor é patológica. Algumas dores são chamadas à autenticidade e colaboram para os ajustes da rota da vida. A clínica que aqui se realiza se orienta pela psicologia fenomenológico-existencial, articulando filosofia, método e experiência clínica para acolher o sofrimento como modo legítimo de revelação da existência.
Martha Ethel Steytler é psicóloga clínica e docente universitária, especialista em Psicologia Hospitalar e da Saúde, com formação e especialização clínica em Psicologia Fenomenológico-Existencial. Mestre e Doutora pela FFCLRP – USP, atua com psicoterapia, supervisão clínica e formação teórica, sustentando uma prática ética, rigorosa e comprometida com a singularidade de cada existência.
A psicoterapia não se orienta pela eliminação do sofrimento ou pela adaptação a padrões externos de funcionamento. O trabalho clínico sustenta a permanência junto à experiência vivida, permitindo que a pessoa se aproxime de si mesma, do seu tempo e de suas possibilidades. O sofrimento é escutado como expressão legítima de um modo de existir que já não encontra sustentação no mundo tal como ele se apresenta. Especialmente nos momentos de maturidade, quando as escolhas ganham peso e a finitude se torna mais próxima, a clínica se oferece como espaço de elaboração, sentido e responsabilização pela própria existência.
A supervisão clínica é um espaço formativo voltado ao amadurecimento do olhar, da escuta e da posição ética do psicólogo. Mais do que discutir técnicas ou intervenções, o foco está no encontro clínico, nas afetações envolvidas e nos modos de presença do profissional diante do sofrimento do outro. Trata-se de um espaço para sustentar dúvidas, limites e impasses, aprofundando a compreensão da clínica como acontecimento relacional e existencial.
Os grupos de estudo são dedicados à formação teórica e clínica em psicologia fenomenológico-existencial. O estudo não é compreendido como acúmulo de conhecimento, mas como exercício de pensamento e transformação do olhar clínico. A proposta é promover uma leitura cuidadosa e rigorosa dos fundamentos teóricos, articulando teoria, experiência clínica e trajetória existencial dos participantes.
Porque o cuidado clínico aqui não se organiza em torno de protocolos, respostas prontas ou promessas de bem-estar imediato. Trata-se de uma clínica sustentada pelo rigor do método fenomenológico, pela ética do cuidado e pelo respeito à singularidade de cada existência.
O trabalho favorece uma relação mais autoral com a própria vida, reconhecendo limites, possibilidades e implicações, sem reduções diagnósticas ou soluções apressadas.
Cada processo psicoterapêutico se constrói a partir do encontro clínico e do tempo próprio de cada pessoa.
Recusa promessas de resultados rápidos, fórmulas de autoaperfeiçoamento ou discursos que simplificam o sofrimento humano.
